E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente. Genesis 2.7
Um sopro que gera vida
Do pó a alma vivente, este é o projeto inicial de Deus para o homem. O pó é inerte, sem cor, sem nada, apenas pó. Fica jogado ao chão como aquela poeira que há na Lua. O pó é o estado natural sem a ação de Deus. A alma monolitica, acinzentada sabor chuchu. Uma criação pela metade!
O sopro movimenta o estado primário, acrescenta novas cores. A vida entre em cena no teatro íncrivel da criação: o barro ajuntado vira alma vivente nas mãos de Deus!
O Homem recebe chamado da Vida Abundante (João 10.10). Intensa, não pela metade. Um ser “soprado nas narinas”, apaixonado e dedicado na consumação dos planos de Deus Pai, a saber:
Relacional – Caminhar com Ele nos Jardins do Édem
Pragmático – Cuidar e dominar o sistema criado – Édem
Existencial – Ser.
A alma vivente encanta os olhos de Deus: “e eis que era muito bom!”. Deus fica feliz. Desejoso por amar, cria a tudo que conhecemos e não conhecemos. Cria a história humana. Cria todos os dramas, epopéias e as maiores sagas já vista e as que ficaram encobertas longe das páginas dos livros. Deus cria o tempo. Cria o mundo da idéias. Cria a criatura. Ele quer amar!
Deus sopra nas narinas a fim amar. Amar-nos.
Deus sopra nas narinas para que tenhamos vida e a tenhamos por completo!
O chamado a vida então é oposta ao pó. É o chamado a existencia. A Escritura diz que encaremos a vida com dinamismo: De uma hora pra outra os grãos de areia tornam-se glóbulos vermelhos que circulam dentro da alma vivente. Da reflexão: imaginem os grãos (ou, vida anterior ao sopro, preenchimento, de Deus) virando neurônios, razão, conhecimento, memória e lógica.
Ali estava a estrutura minima que gênios como DaVinci, Galileu, Einstein tem. Igual a você.
O sopro nas narinas faz de nós “imagem e semelhança” de Deus, o ser super-criativo. Ele é a vida integralmente. Ele, numa forma que não entendo, é além da vida e de tudo. O Sopro enche os pulmões do homem pela primeira vez. Lembro de um documentário brasileiro chamado “Janela da Alma” (de João Jardim e Walter Carvalho). A cena final é do nascimento de uma criança e os diretores queriam captar o primeiro olhar de uma crianças ali mesmo na sala de parto. A camera com zoom, gritos de dor da mãe e, em poucos segundos, lá estava as palpebras abrindo-se ao mundo pela primeira vez. Intrigante. Imagino um longo e forte respirar. O Primeiro! A alma vive! O Pó está vivo! A partir deste momento, mesmo com os olhares confusos de Adão observando as coisas a sua volta, ele é!
Fico pexplexo então com almas enjauladas, empobrecidas, encarceradas numa vida repetitivamente voltada ao pó. Voltam-se a si mesmas, com o pequeno principe que dá voltas eternas em seu planeta, mas neste caso, ele não sai.
Ame.
Viva.
Doe-se.
Seja.